Poesia, música em piano e fotografia. Tudo assim: muito simples, que simples é muito melhor.

Simplicidade acima de tudo

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O que se escreve

Terça-feira, 17 de Novembro de 2009

-Então é assim: chegas, pensas e fazes. Não é chegar aqui, ficar e rir, entendes?

-Mas, e se eu fosse, viesse e pensasse?

-Não, não dá... Se fosses, viesses e risses, era uma hipótese. Isto, claro está, se no fim chegasses e não fizesses.

-Ou seja, posso correr, estar e abrir, que fica tudo bem?

-Exacto! Já estás a compreender, a pensar e a não agir. Se continuares assim, podes chorar, festejando alegremente.

-Ficamos, portanto, saindo.

-Fica, ri e chega. Que fazes depois?

-Chego, penso e faço.

 

 

Nota: Acho que o texto diz tudo. Escrito a 14-02-2009.

Pedro Simão Mendes às 12:00

Quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

Em mim não vejo o depois,
Antes o vazio que me envolve.

Mostra-se disfarçado de nuvem,

Ora brilhante, ora inconstante.


A água parou de correr.

É hora, hora de escolher.

Hora de saber e conhecer

Que o que fiz, o que fui e o que vivi

Já de mim não fazem parte;

Que no que faço, no que sou e no que vivo,   

Jaz minha sorte e minha arte.                                       Minha varanda, 29-10-2009

 

 

 

Nota: O último poema dos três "espelhos". Escrito depois de Espelho Presente, a 19-07-2009.

Pedro Simão Mendes às 23:29

Sexta-feira, 06 de Novembro de 2009

Acordo cansado,

Acordo sem ti.
Olho para o lado:
Faltas tu.
 
Acordo.
E, cansado de estar sem ti,

Sinto saudade!

 

 

Nota: Poema escrito a 20-08-2009.

Pedro Simão Mendes às 07:58

Quarta-feira, 28 de Outubro de 2009

Passeio sobre a areia esfriada pelo mar...

Pegadas de um passado já esquecido,

Apagam-se, com as ondas.

 

E, junto às rochas,

Avisto-te, finalmente.

Envergas um negro páreo

Nesse teu corpo nu.

Esvoaça ao sabor do vento, que és tu,

Enquanto teus cabelos brilham, ao sol.

 

Atraem-me teus olhos castanhos.

Seduz-me teu sorriso, perfeito.

 

Aproximo-me.

Vejo-te.

Cheiro-te.

Toco-te.

Ouço-te.

Saboreio-te.

 

Teus lábios, tão doces, nos meus.

Nossos dedos entrelaçados.

Nossos corpos, enrolados.

O teu no meu,

O meu no teu.

Nota: Poema escrito a 26-07-2009, a pensar na minha namorada. Por ela e para ela, que me inspira, que me dá força. A quem eu devo tudo.

Pedro Simão Mendes às 10:00

Domingo, 18 de Outubro de 2009

Caminho em ruas desertas,

De pessoas que não são gente repletas.

 

Faces que não são rostos

Cruzam-se, em caminhos opostos.

 

Os seus olhos vazios, que espelham

Nada mais que o seu próprio vazio,

Perturbam-me o andar,

Fazem-me cambalear

Nestas ruas, desertas,

Falsamente completas.

 

Desprovido de força,

Tombo, cobrindo meu rosto,

Na árida calçada

Desta cidade abandonada.

 

 

Nota: Poema escrito a 27-07-2009.

 

 

 

 

 

 

 

 

Foto tirada a 23-08-2009, em Vila Flor, perto do Santuário da Senhor da Assunção.

Pedro Simão Mendes às 18:10