Poesia, música em piano e fotografia. Tudo assim: muito simples, que simples é muito melhor.

Simplicidade acima de tudo

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O que se escreve

Terça-feira, 17 de Novembro de 2009

-Então é assim: chegas, pensas e fazes. Não é chegar aqui, ficar e rir, entendes?

-Mas, e se eu fosse, viesse e pensasse?

-Não, não dá... Se fosses, viesses e risses, era uma hipótese. Isto, claro está, se no fim chegasses e não fizesses.

-Ou seja, posso correr, estar e abrir, que fica tudo bem?

-Exacto! Já estás a compreender, a pensar e a não agir. Se continuares assim, podes chorar, festejando alegremente.

-Ficamos, portanto, saindo.

-Fica, ri e chega. Que fazes depois?

-Chego, penso e faço.

 

 

Nota: Acho que o texto diz tudo. Escrito a 14-02-2009.

Pedro Simão Mendes às 12:00

Domingo, 16 de Agosto de 2009

Embora a luminosidade tivesse diminuído, não se movera nem um milímetro. Não sentia medo, nem sequer receio. Estava ali, sozinha, com ele, naquele beco imundo. Deixou-o aproximar-se. Atentou na maneira como olhara para a sua bolsa – era óbvio o que ele queria. Quando estavam próximos o suficiente, ela estendeu-lha. Surpreendido, perguntou:

-Só isso?

-Não! – Exclamou, aplicando uma joelhada nas partes baixas do cretino que acabara de tentar assaltá-la. Sim, tentar, pois afinal, as aulas de defesa pessoal do ano anterior mostraram-se úteis. O seu pai estava enganado, portanto.

Afastou-se dele, que estava caído no chão, quase inconsciente. Saiu devagar, olhou em volta. Apanhou um táxi, pois dali a uma hora encontrar-se-ia com alguém: era um encontro.

 

 

Nota: Um dos meus trabalhos mais recentes, escrito a 27-07-2009. Um dos tais textos nonsense, que nem sei bem o que são. Escrevo-os espontaneamente, simulando situações imaginárias, cheias de história, da qual apenas conheço uma pequena parte, que transcrevo da minha mente para o papel.