Poesia, música em piano e fotografia. Tudo assim: muito simples, que simples é muito melhor.

O que se escreve

Quarta-feira, 09 de Setembro de 2009

Olho para o espelho polido

Que no quarto vazio está.

O meu rosto não é o meu.

Nem o passado, nem o presente.

 

Aquilo que faço, aquilo que vivo,

Aquilo que sou: não o reconheço.

O tempo passa, a água corre

E escorre...

 

Não me reconheço em mim,

Pois em mim não estou.

Sou vazio, como este quarto cheio;

Preenchido de nadas, com falta de tudos.                      Foto tirada a 28-09-2007, em Braga

 

Sem rumo,

Sem futuro,

Sou assim:

Ausente.

 

 

Nota: Escrito a 19-07-2009, este poema segue as linhas cronológica e temática de Espelho Passado.



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Joao Gil a 9 de Setembro de 2009 às 23:53