Poesia, música em piano e fotografia. Tudo assim: muito simples, que simples é muito melhor.

O que se escreve

Quarta-feira, 26 de Agosto de 2009

Sons.

Ruídos.

Sussurros

E murmúrios.

Ecoam em mim,

Serpenteiam o meu ser.

De alto a baixo,

De um lado a outro,

Ebulientes e frenéticos,

Queimam-me a alma.


Por que não param?

Por que raio não cessam

Estes malditos

Sons,

Ruídos,

Sussurros

E murmúrios!


Fecho os olhos.

Tento escutá-los, um a um.

E, quando o faço, logo eles se silenciam.

Um a um...


Emudecido o pensamento,

Solto um grito empoeirado

Nas gavetas do meu ser.


Grito

Que tortura,

Arranha e fende,

Desvairado,

Distorcido,

Exaltado

E exaurido!


Grito

Que queima,

Asfixia e ferve em mim,

Perturbado,

Poluído,

Frustrado,

Fingido.


E eles voltam, mais uma vez.

E, mais uma vez, não os escutei,

Pois não se deixam escutar.

Estes sons,

Estes ruídos,

Estes sussurros

E estes murmúrios.

Ecoam em mim,

Queimam-me a alma.

 

Nota: Aqui publicado porque foi escolhido pela minha namorada para tal, este poema é um dos mais extensos (senão o mais extenso) que escrevi. Demorei, penso eu, mais de dois meses a terminá-lo. Terminei-o a 03-08-2009.

Pedro Simão Mendes às 10:07

Gostei :)
marisa duarte a 26 de Agosto de 2009 às 17:07

Obrigado! :D

E ainda bem! ;)

Muito Bonito. Esperemos que não sentido.
papoilaguerreira a 26 de Agosto de 2009 às 22:39