Poesia, música em piano e fotografia. Tudo assim: muito simples, que simples é muito melhor.

Simplicidade acima de tudo

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O que se escreve

Segunda-feira, 18 de Abril de 2011

 

Como disse no meu outro blogue, neste fim-de-semana estive a trabalhar em novos poemas que, eventualmente, formariam uma obra poética. Ora bem, no sábado escrevi 24 poemas e completei essa "obra" no domingo, com mais 6. Ao todo, trinta poemas num único fim-de-semana, algo único para mim. Claro que esses poemas têm um propósito que, em boa altura, hei-de anunciar aqui.

Até lá, deixo-vos com uma actualização do meu site, na área das fotografias. Dois álbuns novos, Velhas memórias não minhas e colors of winter. Estou a preparar um outro, Spring, que ainda está em construção. Aproveitem, entretanto. Espero que gostem!

Pedro Simão Mendes às 12:19

Quinta-feira, 14 de Abril de 2011


a train and a storm

(03:27)

 

 

um comboio, uma tempestade, um arco-íris encarnado

 

o galopar leve e longínquo de um comboio aumenta a sua intensidade enquanto se aproxima desta estação, quase vazia. sincroniza-se com o bater do meu coração e, cada vez mais perto o comboio, mais forte é este bater. de olhos cerrados, sinto-o varrer-me o frio da cara à medida que por mim passa, com a pressa de chegar a sítio algum, e a corrente de ar foi tal que deu o meu cachecol ao vento, fruitivo do meu fechar de olhos, enquanto por ela espero.

o cachecol encarnado, pelo vento levado, esvoaçou e o pobre homem, coitado, agarrá-lo tentou. um vislumbre do céu ao longe mostrava negras nuvens a correrem à estação, talvez queiram apanhar o comboio, mas o comboio já passou. o aviso de uma qualquer passagem de nível gritava, era só o que ali se escutava. e quando as nuvens, enfim, chegaram, viram que o comboio havia já partido. então, ali se ouviram trovões que delas vinham: não chovia, no entanto, mas as pessoas, que eram poucas, ainda fugiam, excepto o pobre coitado, que procurava o cachecol encarnado.

caia a chuva, ao de leve, talvez, que o sol se deita no horizonte. e se é tão forte, este vento, que leve as nuvens fora daqui. olha, acalmaram, já não gritam, agora choram. cai a chuva, finalmente, que o sol já se deita no horizonte. são raios de luz penetrantes em gotas de água, que me fazem sorrir, neste fim de tarde. o comboio passou e não parou: ele não veio, como esperava, e aqui o espero, só, abandonada. e o que é isto, aqui no chão?, deixa-me apanhá-lo, está tanto frio. perdeu-o alguém?, mas achado não é roubado. neste inverno, hei-de querer aquecer-me, mas ele não está, e o encarnado fica-me bem ao pescoço.

14.04.2011

Pedro Simão Mendes às 19:37
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Domingo, 10 de Abril de 2011

 

 

No passado dia 7, fizeram-se três anos desde que escrevi o meu primeiro poema e, desde então, muito se passou, muitas palavras escrevi.

Hajam, por isso, palavras para continuar a escrevinhar.

 

Um obrigado a todos aqueles que me incentivam a continuar.

Pedro Simão Mendes às 20:14

Sexta-feira, 01 de Abril de 2011

Desta vez, aqui.

Pedro Simão Mendes às 10:11