Poesia, música em piano e fotografia. Tudo assim: muito simples, que simples é muito melhor.

Simplicidade acima de tudo

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O que se escreve

Sexta-feira, 27 de Novembro de 2009

Nota: E antes que o Outono acabe, aqui está um poema que fala do Outono e de algumas sensações que ele provoca em mim. Foi escrito a 16-10-2009 e chama-se 'Outonal Sinestesia' ps: peço desculpa pela diferente organização deste post. Mas agora, o poema:

 

 

 

Se fechar os olhos,

Que sons conseguirei escutar?

Vozes sussuradas de conversas ocas.

Ruídos que vagueiam e se extinguem, sem sentido...

E lá ao longe,

Lá fora,

O cantar do vento ao tocar as folhas

E ao levantar as já caídas

E o bonito chilrear das aves,

Que anuncia a mudança de cor da Natureza.

 

E os vermelhos e laranjas e castanhos e amarelos!

Oh, são todos tão belos!

 

Que vontade de correr entre as folhas secas e pisá-las!

Saltar-lhes em cima como uma criança que descobre novos sons!

E dar-te a mão e juntar-te a mim e saltarmos juntos!

Vivermos juntos...

Este novo, distinto Outono.


Terça-feira, 17 de Novembro de 2009

-Então é assim: chegas, pensas e fazes. Não é chegar aqui, ficar e rir, entendes?

-Mas, e se eu fosse, viesse e pensasse?

-Não, não dá... Se fosses, viesses e risses, era uma hipótese. Isto, claro está, se no fim chegasses e não fizesses.

-Ou seja, posso correr, estar e abrir, que fica tudo bem?

-Exacto! Já estás a compreender, a pensar e a não agir. Se continuares assim, podes chorar, festejando alegremente.

-Ficamos, portanto, saindo.

-Fica, ri e chega. Que fazes depois?

-Chego, penso e faço.

 

 

Nota: Acho que o texto diz tudo. Escrito a 14-02-2009.

Pedro Simão Mendes às 12:00

Quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

Em mim não vejo o depois,
Antes o vazio que me envolve.

Mostra-se disfarçado de nuvem,

Ora brilhante, ora inconstante.


A água parou de correr.

É hora, hora de escolher.

Hora de saber e conhecer

Que o que fiz, o que fui e o que vivi

Já de mim não fazem parte;

Que no que faço, no que sou e no que vivo,   

Jaz minha sorte e minha arte.                                       Minha varanda, 29-10-2009

 

 

 

Nota: O último poema dos três "espelhos". Escrito depois de Espelho Presente, a 19-07-2009.

Pedro Simão Mendes às 23:29

Terça-feira, 10 de Novembro de 2009

Só para dizer que já tenho mais de 50 poemas escritos. Para vocês pode até nem ser nada de especial mas, para mim, é uma evolução fantástica. É uma pequena batalha vencida. E eu digo: venha, então, a guerra!

 

 

ps: Também me aventurei a escrever noutra língua: o inglês. Vamos ver como corre...

ps1: E só porque me apetece, o próximo post vai ser o último poema dos três "espelhos", Espelho Futuro. E o seguinte, um texto nonsense, bastante parvo. ( :

Pedro Simão Mendes às 23:11

Sexta-feira, 06 de Novembro de 2009

Acordo cansado,

Acordo sem ti.
Olho para o lado:
Faltas tu.
 
Acordo.
E, cansado de estar sem ti,

Sinto saudade!

 

 

Nota: Poema escrito a 20-08-2009.

Pedro Simão Mendes às 07:58