Poesia, música em piano e fotografia. Tudo assim: muito simples, que simples é muito melhor.

O que se escreve

Quinta-feira, 03 de Junho de 2010

 

A guitarra que carregas aos ombros já não é a mesma.

Quebraram-se-lhe as cordas – e perdeste-as.

E se te pedisse para (me) tocares de novo aquela melodia,

Não te lembrarias de como a tocar.

Porque a guitarra sem cordas a quem davas os dedos

– Por te doerem na alma – ganhou pó.

E as cordas que fazias com a saliva que não gastavas evaporaram.

Mas essa branda canção entoará sempre em meu ouvido.

 

 

Nota: Poema escrito em 11.04.2010, quando ouvia uma qualquer música.

Pedro Simão Mendes às 00:17

Folgo em saber que gostaste.
A poesia é algo que ainda me mete mais respeito que vontade de escrever, e tu até que te ajeitas bens com as rimas.
Gostei deste, especialmente, por falares de um pedaço de mim, de uma guitarra.

Talvez, um dia destes, faça um texto em jeito de resposta a esse teu pedaço de literatura.

PS: Fiquei profundamente fascinado, e igualmente agradecido, por me teres na tua lista de blogs recomendados.
Obrigado, João.
Gualter Ego a 23 de Agosto de 2010 às 23:47